segunda-feira, 30 de julho de 2012

contigo acordo e se chove é manhã de sol

Habituaste o meu corpo
A ter o teu
 E a querer braços em redor
E em segredo conto:

Que os meus pés
Só com os teus
Me deixam dormir
E tenho um ombro
Que julga ser
O teu colchão
E só contigo nele
É que tenho vontade de... acordar

terça-feira, 24 de julho de 2012

Ode Marítima por Diogo Infante

Demasiado complexa e longa para assimilar tudo confesso, e talvez dispensasse um pouco do acompanhamento de João Gil, porque o que Diogo Infante fazia bastava por si só, e tirou-me a respiração, mérito deste e do mestre que ele lia. Para ver de novo numa sala fechada. Para aplaudir de pé.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

descobertas a remexer gavetas

You could put it in the water
And pretend that I am there with you
Sailing in the sea together
Me and you...

quinta-feira, 19 de julho de 2012

TABU


Aurora


Não gostei quando tentei pela primeira vez ver o Aquele Querido Mês de Agosto. Mas deste filme, saí deliciada. E eu não sou muito adepta dos silêncios que tanto preenchem Tabu. Sublime? Uma palavra demasiado usada para um filme tão rico. A mim deixou-me intriga. Mas só vendo, só vendo mesmo, aconselho. Filme de Miguel Gomes.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

terça-feira, 17 de julho de 2012

Optimus Alive 2012

Depois de dois anos a marcar presença apenas no dia mais forte e esgotado, decidi experimentar os 3 dias no Passeio Marítimo de Algés. Um festival com um espírito diferente, muitos alegam e com alguma razão, mas que prima pela qualidade do cartaz. Já tinha dele a recordação do memorável dia de Pearl Jam e Gogol Bordello há dois anos, e de um dia menos forte de Coldplay no ano passado. Este ano foram 3 dias que ficaram mais fracos como um todo com a ausência de Florence + The Machine, mas sem dúvida que Radiohead marcou todo o festival. Vou então deixar aqui as impressões do que conheci, do que revi, do que ouvi pela primeira vez ao vivo, pelo menos as que eu tiver mais vivas na memória.


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Radiohead

Magistral. Magnífico. Sublime. Intenso. É difícil descrever. Sem eles, na minha opinião, o festival passava desapercebido. O som deles já é o que é, para quem conhece, e principalmente para quem aprecia a experiência de ouvir os seus cds. Mas ao vivo, aquela energia deles transborda para nós. Sempre à espera do " O que virá a seguir?". Já vi concertos muito bons e nunca tinha visto no final as pessoas caladas, sem palavras, a abraçarem-se, espantadas, incrédulas, sem vontade de assistir a mais nada, cheias. Para quem estava longe os ecrans, que completavam o ambiente que eles criam proporcionar ao concerto, não eram grande ajuda, o que para mim foi uma falha. Estava também à espera que eles se movessem, como em Coachella. Mas meu deus, foi de cortar a respiração. São uns senhores. São fantásticos. Ainda bem que estava perto e pude ver Thom Yorke a vibrar alucinantemente com cada segundo de cada música, a dançar intensamente. Ed O'Brien sempre cheio de estilo. Que momento! Foi inesquecível. As músicas não permanecem fiéis ao que se ouve nos cds, o que para mim, neste concerto em nenhuma achei que fosse negativo. Já tinha visto vídeos ao vivo do Paranoid Android e não tinha gostado mas desta vez achei que era apenas uma versão. Nunca pior mas também não melhor, apenas diferente, sem perder a qualidade musical deles, a originalidade, a perfeição. Dez anos é demasiado tempo, espero que voltem em breve. De 3 anos de Alive e de 3 dias principais a que fui ( Pearl Jam, Coldplay, Radiohead), este bateu a mil qualquer um dos outros dois. Foi do início ao fim fantástico, torna-se difícil escolher que vídeo pôr aqui, mas fica a que (mais) me arrepiou.

Márcia

Lembro-me bem de quando ouvi pela primeira vez Márcia. Estava em casa da minha irmã, ainda na casa antiga. Era um cd com poucas músicas, tinha vindo numa revista ou num jornal. E eu na sala fiquei a ouvir enquanto a minha irmã fazia qualquer coisa noutra divisão da casa. Como eram poucas músicas e ouvi muito tempo, estavam a repetir. Gostei muito. Pedi para levarmos para o carro. Mais tarde, por circunstâncias, voltámos a Márcia, a ouvir, a ver videoclips com pessoas que ela e eu conhecíamos e acabei no Domingo a ver o concerto com a minha irmã e o grupo de fãs nº1 da Márcia, os seus amigos. Foi mesmo bom o concerto. A música dela é tão leve. Tão bela. E embora o som não estivesse grande coisa, e a sua guitarra acústica tivesse dado o berro, lá esteve ela, nobre, a tocar pela primeira vez A Pele que Há em Mim na guitarra eléctrica. Foi um concerto muito descontraído, divertido, intimista.

Para quem perguntou no início "O que a Márcia dá?" ela decidiu responder ao oferecer tshirts ao público em jeito de brincadeira. Espero que o novo albúm saia depressa para voltar a ver um concerto dela. Porque Márcia dá muito mais do que tshirts.

Metronomy

Foi muito ingrato eles serem neste dia, depois de Radiohead. O cansaço era muito e o espanto do concerto da banda britânica era demasiado para ouvir algo depois. Acabei por ficar a vê-los cá de fora, atenta ao ecran do palco Heineken. No entanto, tive que ver de pé e a saltitar, até lá fora a energia deles cativava. Espero voltar a vê-los num dia em que esteja com mais energia. Muitas pessoas ficaram até às 4h no recinto por eles e a cantar religiosamente as letras das canções. São originais e puxam imenso pelo público. A baterista tem imenso estilo. Grandes.

Mumford & Sons

Fantástico. Não conhecia uma única música delas, é verdade, não fiz o trabalho de casa. Mas adorei o concerto. Fiquei com as melodias na cabeça. Para mim salvaram o sábado de Alive. Além de o vocalista se de cortar a respiração, o folk deles é contagiante e não passa o limite da demasia. Música de verão, música que nos liberta e que nos deixa com um sorriso na cara no final do concerto. A salientar a energia deles em palco, que embora não se compare com a de Thom Yorke, parece que não acaba. Muito fresco mesmo. A saltar para o mp3.

Katy B

Não conhecia. Adorei. Não roça o básico, tem classe. Consegue animar bem o público, fazê-lo vibrar, fazê-lo mexer. Definitivamente algo mais para ouvir ao vivo do que num mp3. Uma performance descontraída e com uma subtileza de princesa. Algo nela me faz lembrar Lana del Rey, talvez na figura bela e sensual mas nada a ver musicalmente, além de que esta não parece uma personagem, é apenas ela no palco, fresca e simples.

PAUS

Muito bom. Vibrante. Música para sentir ao vivo. Vale a pena

The Cure

3 horas. E eu queria ouvir Katy B no palco Secundário. Estava tão cansada, e tudo soava igual. É verdade, eu não conhecia muito, mas música a música a seca continuava, de um rock ligeirinho, ligeiro de mais. Fiz um intervalo para Katy B. Voltei a tentar no final do concerto dela. Desta vez sentada. Não deu. Desisti. E acabei por não ouvir a que queria mais. Aqui fica ela.

Morcheeba

Para mim não é música que puxe num concerto, e acho que a altura deles já foi. Mas saliento a posição difícil em que eles ficaram ao substituir uma banda que muitos queriam ouvir e o gesto simpático de Skye Edwards a cantar o You Got The Love. Infelizmente não encontrei vídeo desse momento.


Noah and The Whale

Girinho. Soft. A ouvir mais para aprofundar a minha opinião.

Justice

Uns senhores. Escondidos no escuro de um palco que apenas iluminava uma cruz, dava um ar intrigante à actuação. Não vi no meio da multidão, o que pode ter ajudado a não ter achado muito vibrante. Mas, foi de facto muito bom e adorei conhecer as músicas que não conhecia deles. Uma música de dança com qualidade a meu ver, e sempre com um toque sinistro e ao mesmo tempo grandioso conferido pela contínua sensação de ouvir um eco de um órgão. Aconselho a todos que ouçam os sets live deles.

LMFAO

Sem dúvida uma asneira ter faltado a Snow Patrol para os ver, mas tinha curiosidade. Com uma quantidade surpreendente de fãs vestidos a rigor com padrões selvagens, corres berrantes, e tudo a condizer com o estilo da banda, a meu ver, os LMFAO fizeram um espectáculo pobre. Não sei se ter faltado um dos elementos foi o problema, mas, embora tenha dançado, achei que se podia resumir a actuação deles numa só palavra : palhaçada. Muita dança, muita parvoíce, muita brincadeira, mas cantar...zero. Afinal o lema deles é Party Rock e deviam estar mais concentrados nisso do que na qualidade da música que estavam a transmitir. Já devia ter previsto isso, mas não deixei de ficar até ao final da noite com uma frase deles na cabeça...

People always say that my music is loud, sorry for party rocking!

Buraka Som Sistema

Ouvem-se os gritos. Um grupo português, que é presença habitual em noites de queima das fitas, que à partida não trará mais do que o mesmo, mas que nesta noite levou todos ao rubro. Fantástico mesmo. Foi um espectáculo incrível. Talvez por ter faltado a Snow Patrol (do que me arrependo), este foi para mim o momento mais marcante do primeiro dia do festival, o que me fez chegar a casa com uma sensação estranha em relação ao valor do cartaz daquele dia, mas sem duvidar que como vibrei naquela tenda secundária. Parabéns Buraka Som Sistema.

sábado, 7 de julho de 2012

Nano T

Quando vou ao teatro, vou à procura de uma mensagem. Em qualquer forma de expressão artística, procuro essa mensagem, encontrando, não encontrando, encontrando outra diferente da pretendida.
Na 1h30 que estive a ver esta peça da Marionet , só consegui captar pequenas mensagens. Como um todo, foi-me difícil apreender. Assim, desdobrei essa 1h30 de teatro em vários minutos de exercícios, a meu ver muito interessantes do ponto de vista dramático e de performance.

Mas, no final, senti falta de colar todos exercícios num todo, e retirar uma mensagem que não todas aquelas curtas e imediatas, sem um forte fio de ligação entre elas.

sexta-feira, 6 de julho de 2012